13 de mai. de 2011

Clarisse e eu

    Senti o vento que tocou suavemente no seu rosto, balançou seus cabelos e fez um leve sorriso brotar. Clarisse é o nome dela, vizinha de janela. Tagarela sem parar, eu aqui e ela lá. Blá, blá, blá. Cantarola Clarisse que eu toco violão. A noite é eterna com sua voz no meu coração.
    De segunda a sexta, vamos à escola. Clarisse é uma menina bela, com muitos caras atrás dela. De tarde, vou ao inglês e natação. E, quando chega de noite, ela chama minha atenção. Blá, blá, blá. Cantarola vizinha que eu toco violão. A lua é minha amiga e não revela minha paixão.
    Fim de semana, Clarisse some, junto com sua canção. Saio com os amigos, fico na internet e vejo televisão. Espero um telefonema. Espero sua voz. Mas Clarisse só volta na segunda, quando sente saudade de nós. Blá, blá, blá. Cantarola menina que eu toco violão. A escuridão é nosso tempo até o fim da canção.
    Se Clarisse fosse minha, toda minha, os dias seriam noites sem fim. Não sei se gosto dela ou da nossa canção, mas toco violão até ela dormi. Clarisse chega desse blá, blá, blá e cantarola para mim. Vou ficar aqui até a manhã surgir. Talvez, assim, você não se esquece de mim.



5 de mai. de 2011

O Poder da Escolha

Somos fruto de nossas escolhas e que, para tanto, temos o livre arbítrio para fazer o que quisermos das nossas vidas, seja certo ou errado. Por essas nossas escolhas sofremos as consequências no futuro próximo. Sei que nem sempre a escolha certa é a mais fácil e a errada, às vezes, é mais tentadora e irresistível, pois os nossos caminhos são traiçoeiros. Escolher é um poder característico dos seres humanos, exercido todos os dias. Escolhemos nossa profissão, amigos, sonhos, estudos, atitudes, preferências e mais uma infinidade de coisas. O caminho que percorremos pode ser mudado a todo instante, basta dobrar na próxima esquina. Voltar pelo mesmo caminho é possível, significa admitir um erro e que você quer tentar consertá-lo. A graça da vida é poder ter mais um dia para escolher o nosso caminho, o hoje é a chance que nós temos de mudar sempre. Mudamos a todo o momento, quase sem perceber. Nossas fotos antigas nos trazem a lembrança desse passado, bem como um pensamento comum: estou muito diferente. Escolher aparentemente é um verbo inofensivo. Na verdade, ele é um verdadeiro poder-presente que Deus nos deu, capaz de trazer outra palavra chamada modificação. Se quiserem, arrisco escrever uma frase muito conhecida dos rauzeiros de plantão, “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”. E você? Prefere ser o quê?

2 de mai. de 2011

Vida

A vida tem alegrias e tristezas. Espero que tenha mais sorrisos do que choros. Se houver choros, que sejam mais de felicidade do que de sofrimento. E quando for de sofrimento, que seja uma forma de aprendizado ou de saudade. Ou quando for de felicidade, que seja verdadeiramente intencional, sem máscaras. Se houver sorrisos, que sejam eternos enquanto durem. Nessa pequena fronteira entre alegrias e tristezas, encontramos o coração e a razão. Ambos lutam incansavelmente pelo controle do reino. Amor, ódio, fé, ciência, justiça, inteligência e a ética são considerados grandes guerreiros. Espero que na vida tenha mais vitórias do que derrotas. Talvez, muitos empates. Se houver um vencedor, que siga mais a verdade do que a mentira. E quando for a mentira, que seja para o bem comum, sem maldade. Não importa quem for o vencedor das batalhas. A guerra da vida é constante. E entre mortos e feridos, a vida tem alegrias e tristezas.